quinta-feira, 12 de abril de 2012

O fait divers no jornalismo online

O que faço aqui é apenas um ensaio, haja vista o conhecimento raso que tenho sobre o tema, abordando a teoria fait divers aplicada no jornalismo online, a partir dos conceitos de Roland Barthes. 


Pois bem, adiante.

Se considerarmos que fait divers é, no sentido amplo, o apelo da notícia para a emoção, pode-se dizer que essa é uma forma legítima de comunicar desde que usada com ética e bom-senso. É cabível que seja publicada uma matéria altamente emocional se o propósito for, por exemplo, sensibilizar o leitor para que este ajude um indivíduo necessitado.


O que Barthes denomina de repetição dentro da categoria coincidência parece ser um prato cheio para o jornalismo online - e até mesmo para o impresso. 


Sabe-se que o número de acessos em um site está relacionado com a receita da empresa a partir da venda de espaços publicitários, logo, quanto mais notícias forem publicadas, maior deverá ser o número de acessos. Essa condição talvez empurre o jornalismo online para a repetição.


A repetição pode ser usada de forma deliberada, inundando o site de notícias irrelevantes para um fim questionável a partir da ética jornalística. 


Todavia, a repetição pode acontecer naturalmente. 


Se é preciso cativar a atenção do leitor para que este entre, permaneça e retorne à página virtual, tem de haver notícias que lhe prendam nesse lugar. Sou convicto de que sempre há uma pauta interessante por aí à espera de um jornalista, mas pode ser que ela não esteja assim “tão à vista” e o profissional tenha de recorrer a um assunto não tão relevante, mas que gere interesse no leitor. Nesse caso o jornalista pode se tornar refém da repetição ao publicar uma matéria ou fazer uma suíte de um assunto já batido.

Não creio que a repetição seja um pecado capital, penso que ela seja muito comum no jornalismo; não sendo feito de forma má intencionada, tudo bem.


Em relação às categorias estabelecidas por Barthes, tenho a impressão de que ele caracteriza apenas notícias em si. No entanto, acho que podemos falar sobre manchetes embebidas do apelo emotivo. 


É perceptível que a internet é mais dispersiva do que uma tropa de choque lançando gás lacrimogêneo na multidão; o que está na tela do computado precisa, de verdade, captar a atenção do leitor. Dito isso, afirmo que, em determinadas manchetes, possa ser usado o apelo emocional com esse propósito. Porém, saliento que isso só deve ser feitos em certos casos, sob uma avaliação do jornalista a partir de princípios morais e com a condição de que a manchete, mesmo apelativa, seja coerente com o que há no texto, pois o intuito não é enganar, mas “sequestrar” a concentração do leitor.

terça-feira, 10 de abril de 2012

UCPel proíbe consumo de cigarro na universidade

A Universidade Católica de Pelotas (UCPel) proibiu a fumagem nas dependências da instituição. Conforme o site da universidade, fumar dentro dos recintos de qualquer campi da UCPel foi proibido a partir de uma portaria divulgada no fim de março. A proposta é incentivar os fumantes a largarem o vício e ainda preservar a saúde de quem não fuma. A iniciativa é do Programa UCPel Mais Saudável, que há mais de quatro anos vem agindo no combate ao tabagismo nos ambientes compreendidos pela Universidade.




Com base nas Legislações Federal, Estadual e Municipal, não será permitido o consumo de produtos fumígenos - como cigarros, charutos e cachimbos - em ambientes fechados, parcialmente fechados ou murados da Universidade. Agora, a UCPel é um dos poucos locais públicos de Pelotas onde fumar é estritamente proibido.

O estudante Diego Queijo, 25, é aluno da UCPel e não é fumante. Para ele a proibição é um passo rumo à saúde, mas a educação se faz com campanhas e não com proibições. “Acho essas proibições um tanto quanto bruscas e em confronto com a liberdade das pessoas, mas também acho que realmente muitos fumantes não respeitam quem não fuma, sem contar a sujeira, jogam bitucas em qualquer lugar.”

quinta-feira, 29 de março de 2012

Humorista Nando Viana diz que 2012 será decisivo para o stand-up comedy no Rio Grande do Sul

Consolidado em vários Estados do Brasil, o stand-up comedy começa a ganhar força no Rio Grande do Sul. O estilo é recente no país. Esse tipo de humor é caracterizado por um humorista que, no palco, faz piadas através de observações do cotidiano sem o uso de cenário ou adereços, despido de qualquer personagem e com textos autorais. 

O humorista Nando Viana, um dos precursores e maior expoente do gênero no Rio Grande do Sul, em entrevista realizada por e-mail, falou do cenário atual e fez projeções para a “comédia em pé” no Brasil e no Estado. Conforme o humorista, o ano de 2012 será decisivo para o stand-up comedy no RS.

Nando Viana


O Blog do Barenho - O que o levou a ser um comediante stand-up?

Nando Viana - A primeira vez que eu vi o Diogo Portugal na televisão, eu me animei em tentar fazer isso também. Demorou um pouco pra eu começar, até rolar a promoção de novos talentos do Rafinha Bastos. Daí fiz Comédia em Pé, quando estive no palco pela primeira vez e vi que meus textos funcionavam. Eu, quando tive que optar por um curso na faculdade, pensei em Artes Cênicas, mas acabei ficando com publicidade e deixando o teatro como um hobby. Esses hobbys que tu vai mergulhando na rotina da vida e acaba nunca fazendo. Quando vi que eu levava um mínimo de jeito para a comedia stand-up e que havia uma possibilidade de viver disso, sempre sabendo que teria que trabalhar muito e correr atrás, mas que era possível viver do palco e do humor, não tive dúvidas, larguei meu emprego e fiz do meu hobby, o meu trabalho. 


O Blog do Barenho - Qual é o cenário atual do stand-up comedy no Brasil e no Rio Grande do Sul?

Nando Viana - O grande "BUM" do stand-up no Brasil já passou. Agora ela já é algo estabelecido e conhecido em cidades como São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro. Vem surgindo muita gente nova boa, e tem muita gente antiga que está fazendo seus solos pelo Brasil. Os próximos três anos são decisivos para essa geração que começou comigo se estabelecer ainda mais. O cenário gaúcho não está estabelecido. A maioria das pessoas não sabe o que é o gênero, e não houve noites semanais de sucesso absoluto até o momento, por dificuldade com bares, donos de bares, divulgação e até produção profissional. Por tudo isso, a cena do RS demorou a iniciar. Hoje em dia tem uma galera que tá querendo começar isso de verdade aqui, como o Donato Oliveira, o Rafael Campos, o Rogério Fernandes e cia., muito diferente de quando comecei há quatro anos quando não havia opções para contar. Quanto mais gente fizer com qualidade, melhor pro gênero que se espalha. E estou trabalhando com projetos para que esse ano seja decisivo para a comédia stand-up.


O Blog do Barenho - Quais as perspectivas para esse gênero de comédia em nível nacional e também no Rio Grande do Sul?

Nando Viana - Sempre haverá pessoas fazendo stand-up. Veio pra ficar e vai ser pra sempre mesmo, às vezes com nomes mais conhecidos, às vezes com novos nomes, mas frequente e ininterrupto. Alguns nomes vão acabar na televisão como atores e roteiristas, outros vão criar algum negócio vinculado à comédia, como uma produtora, por exemplo, alguns vão viver de shows empresariais, mas todos sempre vão se encontrar nos bares pelo Brasil, para testar um material e fazer a plateia se divertir. Vamos todos continuar a fazer isso, pois veio pra ficar como opção de lazer, arte e principalmente como nosso ofício. Já no RS, o que posso dizer é que tô trabalhando para que todo mundo conheça o stand-up comedy. Nos próximos meses teremos muitas novidades.



Nando Viana no Programa do Jô:


domingo, 25 de março de 2012

6º Trabalho - Editar a matéria de um colega

Calor debaixo do pêlo
Luísa Roig Martins 

O calor não dá trégua e a população se vira como pode para evitar o sofrimento. Aumenta o consumo de água, as roupas leves e fresquinhas são as preferidas, a praia fica mais frequentada. Mas o sentir calor não é exclusividade dos humanos. Para os animais, o verão ainda é mais penoso. Por isso, diz a veterinária Lívia Munhoz, bichinhos como os cães também precisam de cuidados.


Em fevereiro, no Zoológico do Rio de Janeiro, a temperatura estava tão alta que os animais ganharam dieta especial, que incluiu até picolé. Não é preciso tanto para seus pets. Aliás, conforme Lívia, as exigências são comparáveis aos cuidados que temos com nós próprios, os humanos. "O importante é mantê-los bem hidratados com água fresca, renovar essa água bem seguidamente e deixá-los à sombra", alerta. Para algumas raças de cães de pêlos longos, a tosagem é recomendada para proporcionar melhor conforto e evitar pulgas e carrapatos, que se proliferam no verão.


A jornalista Rebeca Recuero, que também é veterinária, é dona de uma dachshund - a famosa "linguicinha". Seus hábitos com a cadelinha Apple não têm mistério. "Saio com ela só nos horários mais fresquinhos, mantenho o apartamento arejado. Mas se é o caso de uma casa maior, com pátio, não dá pra prender os bichos em canil sem ter uma sombrinha", indica.

  
Ela também explica que os cães não produzem suor (a troca de calor se dá basicamente pela língua e pelo nariz). Por isso, mesmo com o calor acentuado, não se preocupe tanto com a frequência dos banhos: uma vez por semana, segundo ela, é suficiente. "Caso contrário, dê banho apenas quando o cachorro estiver sujo. Banhos demais podem irritar a pele e baixar o sistema imunológico".


A matéria da colega Luísa Martins é uma matéria objetiva e muito pertinente, com um foco diferenciado sobre um assunto tão comum, o calor. Considerando a proposta que envolveu a construção da matéria, com pouco tempo disponível e por ser uma matéria para web, o texto está excelente. Talvez outras fontes pudessem ser consultadas, mas a matéria poderia ficar extensa e perder a atratividade. 


Só faço uma ressalva, no último parágrafo, onde ela utiliza a jornalista como fonte para explicar que "os cães não produzem suor" e assim por diante. O mais adequado seria que essa declaração partisse da veterinária. Porém, reitero que é uma matéria de muita criatividade e muito atraente. Eu contrataria essa colega para o meu jornal.

UCPel presente na 1ª Feira do Polo Naval

Universidade Católica de Pelotas

UCPel estará presente na 1ª Feira do Polo Naval

A Universidade Católica de Pelotas participa da 1ª Feira do Polo Naval que acontece de 20 a 23 de março em Rio Grande, no Centro Integrado de Desenvolvimento e Estudos Costeiros (Cidec-Sul) da Universidade Federal do Rio Grande (Furg).


Posicionada com um estande no evento, a UCPel apresenta as potencialidades de laboratórios, serviços, consultorias e formação de profissionais nas áreas social, de saúde, meio ambiente, direito, tecnologia e engenharias. Além disso, o Instituto Técnico de Pesquisa e Assessoria (Itepa) mostra todo o seu levantamento sócio-econômico constantemente atualizado – uma fonte fiel que serve de base para prospecção de negócios e investimentos, oferecendo um panorama da Zona Sul a quem quiser conhecê-la em profundidade.

A 1ª Feira do Polo Naval - RS nasce a partir da descoberta do Pré-Sal, das demandas crescentes da Petrobras em navios "Supply Vessel", plataformas e petroleiros e da retomada da construção naval. Dessa forma, surge um evento que tem como objetivo discutir e promover os desafios, as inovações e as oportunidades da indústria oceânica, através de palestras, workshops, conferências, rodada de negócios e área de exposição.
Atualmente, a UCPel é dividida, basicamente, em quatro grandes centros. Na área de pós-graduação, a universidade conta com especializações (lato sensu), mestrados e doutorados (stricto sensu) que qualificam para os segmentos que mais geram demanda profissional em nossa região. Nessa linha, a Católica tem os mestrados em Política Social e em Ciência da Computação, além dos programas de pós-graduação em Letras e Saúde e Comportamento, compostos de mestrado e doutorado.

Mais informações:
Gabriel Barenho - Assessoria de Imprensa
(53) 2128-8000 
__________________
Twitter
Provavelmente seria publicada uma matéria com o mesmo foco no site da UCPel, logo, eu iria divulgá-la através do Twitter. Mas também faria menções diretamente aos jornalistas com o link da matéria ou avisando que lhes encaminhei um release falando da presença da UCPel na 1ª Feira do Polo Naval. Acredito que dessa maneira aumentaria a probabilidade de divulgação na imprensa.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Congresso Nacional e a novela Código Florestal

O novo Código Florestal, que já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados em maio de 2011, foi aprovado pelo Senado em dezembro do mesmo ano e agora retornou à Câmara. A apreciação deve acontecer nas próximas semanas. Ambientalistas afirmam que o novo Código Florestal irá favorecer o desmatamento enquanto ruralistas dizem que a agropecuária será prejudicada com as mudanças. Apesar do debate, é sabido que o Congresso é feito novela, termina com casamento ou com a descoberta do assassino.

O Código Florestal é a legislação que define quais áreas verdes têm de ser preservadas e quais áreas podem ser utilizadas em atividades como agriculta e pecuária. A vegetação natural é dividida em duas categorias. A primeira é a Reserva Legal (RL) que á a área de vegetação de cada propriedade que não pode ser cortada. Já a segunda categoria diz respeito às Áreas de Preservação Permanente (APPs), regiões que ajudam a preservar a biodiversidade do local, são consideradas APPs os topos de morros, áreas íngremes, encostas e matas à margem de rios.

O novo texto prevê a recuperação de áreas de preservação permanente (APPs) em todas as propriedades rurais. Ou seja, os pequenos agricultores, que são 4,5 milhões e respondem por mais da metade da produção agrícola do país, seriam prejudicados. Fontes do Ministério do Meio Ambiente projetam que a agricultura irá perder 33 milhões de hectares. Porém, o relator do projeto na Câmara, Paulo Piau (PMDB-MG), afirma que não existem dados sobre a perda de terras cultiváveis, que são apenas estimativas e que o projeto será aprovado sem a real dimensão das suas implicações.

Mas será que faltaria espaço para a agropecuária? Uma pesquisa realizada pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidadede São Paulo (ESALQ/USP), pelo professor do Departamento de Ciências do Solo, Gerd Sparovek, diz que a área cultivada no Brasil pode ser dobrada sem que haja desmatamento. 

Outro ponto polêmico diz respeito à anistia aos produtores que desmataram APPs antes de 2008. Para os ambientalistas, seria uma brecha em favor do desmatamento que continuaria acontecendo e, por meio de documentação falsa, produtores iriam burlar a lei, podendo alegar que o corte da mata teria sido feito antes de 2008. No entanto, por mais justo que possa parecer o ato de punir quem desmatou antes de 2008, há de se respeitar a Constituição. É preciso considerar o princípio de irretroatividade da lei, ninguém pode ser punido por uma atividade que em outro tempo não era considerada ilegal.

Há de se levar em conta, também, a diversidade de biomas no território brasileiro. O Senado definiu parâmetros mínimos para a recuperação nas APPs, diferentemente da decisão da Câmara, que delegaria aos órgãos estaduais de meio ambiente a decisão sobre o uso das APPs. É pertinente que os Estados participem das decisões a respeito do uso dessas áreas, já que cada região do país possui características diferentes de vegetação que influem na forma da produção agropecuária. Mas o governo federal precisa ter um mecanismo forte de controle, pois a descentralização das decisões abre margem para irregularidades.

Por mais que ruralistas e ambientalistas tenham divergências, nem um nem outro podem ganhar, devem vencer os dois. Ambos são parte da sociedade e a política deve ser um instrumento de gestão a favor do bem comum. Há de se chegar a um consenso, a um meio-termo. O grande entrave é o desconhecimento científico dos políticos, que formulam as leis baseados em saberes superficiais, sem dimensionarem a real conseqüência das suas decisões. É novela repetida, é sempre o mesmo final, interesses pessoais são sobrepostos aos anseios da sociedade e que acaba perdendo, quando deveria ser a única a ganhar.


Entenda o novo Código Florestal:


domingo, 11 de março de 2012

Rafinha Bastos faz piada com decisão judicial

O humorista Rafinha Bastos (ex-CQC) publicou um vídeo na internet satirizando a proibição da venda do seu DVD, “A Arte do Insulto”, por parte da Justiça de São Paulo. No vídeo, Rafinha Bastos faz chacota da decisão judicial distribuindo DVDs de forma gratuita na rua. “Vender eu não posso, mas e (sic) se eu desse de graça?” Ao final do vídeo, o humorista esclarece. “Nenhum cidadão foi ferido durante a gravação deste vídeo... Nem assistindo ao DVD.”

O Tribunal de Justiça de São Paulo havia concedido uma liminar proibindo a venda do DVD do humorista  por ele conter piadas sobre pessoas com deficiências. A ação foi movida pela Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de São Paulo no início de janeiro e a decisão foi publicada no “Diário Oficial” da Justiça de São Paulo no dia 31 do mesmo mês.

Assista ao vídeo: